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SUMMARY:Mostra | Centenário Dias de Melo
DESCRIPTION:A Biblioteca Pública e Arquivo Regional Luís da Silva Ribeiro celebra o centenário do nascimento de Dias de Melo\, com uma mostra bibliográfica que pretende homenagear o legado literário e cultural deste escritor. A mostra estará patente ao público entre os dias 7 de abril e 23 de maio\, na Sala de Leitura e Empréstimo Domiciliário. \nNascido no Pico\, uma ilha marcada pela força da sua paisagem vulcânica e pela singularidade das suas gentes\, Dias de Melo dedicou-se a transmitir\, através das suas narrativas\, as cores locais\, os hábitos\, os costumes e as tradições de uma região que tão bem conhecia. O seu estilo de escrita distingue-se pela forma equilibrada como usa as palavras para contar e descrever. \nCelebramos não só um grande nome da literatura portuguesa\, mas também a voz de um povo\, a preservação da memória cultural e a perpetuação de uma obra literária que continua a ser um marco fundamental na literatura insular. \nFaça-nos uma visita! \n  \nNota Biográfica do escritor \nJosé Dias de Melo nasceu na freguesia da Calheta de Nesquim\, na ilha do Pico\, a 8 de abril de 1925. \nFindos os estudos liceais na cidade da Horta\, estreia-se no meio jornalístico\, colaborando nos jornais açorianos O Telégrafo\, Ilha\, Correio dos Açoreste Açoriano Oriental. Em 1949\, radica-se em Ponta Delgada\, onde se dedicou ao ensino\, vendo-se mais tarde obrigado a abandonar a ilha de São Miguel\, devido às perseguições políticas executadas pela Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE)\, e a estabelecer-se em Lisboa. Na capital\, continua a sua carreira como docente e soma colaborações com os jornais Diário de Notícias e Diário de Lisboa. \nO seu percurso literário\, dividido entre romances\, contos\, poemas e crónicas\, foi fortemente marcado pela experiência açoriana face às adversidades naturais e socioeconómicas\, nomeadamente a figura dos baleeiros na sua ilha natal do Pico\, que evocou algumas das suas criações mais marcantes. \nEm 1954 publicou a sua primeira obra\, o livro de poesia “Toadas do Mar e da Terra” (1954)\, seguindo-se “Mar Rubro” (1958) e “Pedras Negras (1964)\, a sua obra mais conhecida\, que tem como temas centrais a pobreza insular\, a guerra colonial e a emigração para o continente Americano. Seguem-se “Na Memória das Gentes” (1985)\, um retrato da sociedade picoense\, de alta relevância etnográfica; “O Autógrafo” (1999) e o romance “Milhas Contadas” (2002). \nFoi condecorado\, em 1990\, com a Ordem do Infante pelo então Presidente da República\, Mário Soares\, e em 2002 pelo município das Lajes do Pico\, com o título de Cidadão Honorário do Concelho. \nPassou o final da sua vida na ilha de São Miguel\, onde faleceu no dia 24 de setembro de 2008. \nFacebookTwitterGoogle+\n\n\n\n\n
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